Eu era uma criança estranha.
Enquanto as outras crianças gostavam de ouvir histórias, eu queria contá-las. E amava números, podia vê-los praticamente dançarem na minha frente, mas o mesmo não acontecia com textos. Cresci. entrei no mercado de trabalho. Textos. Pessoas. Comunicação multimídia. Multiplataforma. Evolução. Havia uma lacuna. Quem pegou os números que estavam aqui?
Olhos brilhando: métricas e mídia. Descobrir. Desbravar. Devorar. Há sempre alguma coisa que falta. Será? Não estava disposta a abrir mão das histórias que queria contar. Mas por onde começar?
Não sabia exatamente onde queria ir, então, tecnicamente, qualquer caminho serviria. Aprendi muito. Ganhei tempo. Aprendi que o único tempo que se perde é aquele em que não estamos em movimento. Olhos brilhando de novo. As métricas encontram a mídia. O público encontra o conteúdo. De repente: Cadê o target que tava aqui?
Dados. Ferramentas. Monitoramento. Análise. Mas números são só números quando não contam uma história. Olhos brilhando. Pensei: aquela garota estranha finalmente encontrou o lugar onde a verdadeira mágica acontece. Me tornei contadora de histórias.
E você, o que queria ser quando crescesse?